Como calcular e como funciona o rendimento da previdência privada?

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Uma das maiores preocupações de uma pessoa é ter segurança financeira para garantir o futuro da sua família, certo? É por isso que, na busca por assegurar uma fonte de renda para a aposentadoria, muita gente se impressiona com o rendimento da previdência privada e acaba aderindo a esse tipo de investimento.

Isso porque, contar com um plano de previdência privada pode ser a melhor alternativa, tanto para quem quer desfrutar desse momento sem estresses ou mesmo para quem quer resgatar um bom dinheiro em um futuro próximo. Afinal, os rendimentos dessas aplicações figuram entre os mais altos do mercado.

Preparamos este conteúdo com tudo que você precisa saber sobre como funciona e como calcular a remuneração de investimentos como esse. Boa leitura!

O QUE É A PREVIDÊNCIA PRIVADA?
A previdência complementar ou fundos de investimento em previdência privada são formas de poupar no presente para atingir objetivos de longo prazo, como construir um bom patrimônio, pagar a faculdade dos filhos e, até mesmo, se aposentar melhor e mais cedo.

Vale lembrar que essa aplicação segue as regras estabelecidas pelo Governo Federal. Os fundos são regulamentados e fiscalizados por um órgão do poder público, a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Portanto, são um investimento seguro como qualquer outro.

Qualquer pessoa pode aplicar nessa opção. Inclusive, é possível criar um plano em nome de outras pessoas, como no caso de pais que desejam investir para a faculdade dos filhos, no nome deles. Ao aderir um plano de previdência privada, você escolhe o valor e a periodicidade com que fará a contribuição. Por exemplo, você pode contribuir com R$ 1 mil uma vez ao ano ou aplicar esse valor em 12 parcelas de R$ 83,33.

Logo, quando chegar a hora de fazer o uso da previdência privada, o contribuinte receberá conforme as quantias que investiu, somados os rendimentos gerados no período de adesão.

COMO FUNCIONA O RENDIMENTO DA PREVIDÊNCIA PRIVADA?
Os rendimentos da previdência privada variam conforme a modalidade escolhida. De modo geral, as alternativas disponíveis atualmente acompanham o valor do CDI, o Certificado de Depósito Interbancário, taxa usada como base para as remunerações.

Vale ressaltar que os investimentos em previdência privada rendem muito mais do que os valores aplicados na poupança. Apesar de ser conhecida dos brasileiros, a poupança rende sempre abaixo da inflação e não é uma boa alternativa para acumular patrimônio. Os dois tipos de plano são os que seguem.

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)
Esse plano é indicado para aqueles que fazem a declaração completa de Imposto de Renda, uma vez que permite o abatimento para efeitos de tributação de até 12% da renda bruta anual do contribuinte.

O IR, portanto, incide sobre o valor investido e seus rendimentos. Por exemplo, se ao fim de 20 anos o investimento rendeu R$ 100 mil, o imposto será calculado sobre esse capital.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)
O VGBL funciona como um tipo de seguro de vida, permitindo que você acumule recursos para usufruir no futuro. Os valores não podem ser abatidos da declaração de IR. Sendo assim, a modalidade é indicada para quem tem uma renda menor e se enquadra na declaração simplificada.

O imposto cobrado incide sobre os lucros da aplicação e não sobre o total aplicado. Por exemplo, se você aplicou R$ 100 mil e obteve rendimento de R$ 20 mil, a tributação será baseada apenas sobre o último valor.

QUAIS SÃO OS IMPOSTOS INCIDENTES?
Para cada tipo de plano acima, existe uma tabela que regula a incidência do Imposto de Renda. As duas são explicadas a seguir:

Tabela progressiva
É indicado para quem pretende resgatar o fundo em até 5 anos. Aqui, a cobrança de IR sobre o valor do resgate (que deve ser feito de uma só vez) segue a mesma alíquota dos demais rendimentos tributáveis, como o salário e carnê leão.

Portanto, à medida que o rendimento tributável aumenta, também cresce a alíquota de cobrança de IR, conforme a tabela abaixo:

Base de cálculo anual em R$ Base de cálculo mensal em R$ Alíquota %
Até 22.847,76 Até 1.903,98
De 22.847,88 até 33.919,80 De 1.903,99 até 2.826,65 7,5
De 33.919,92 até 45.012,50 De 2.826,66 até 3.751,05 15
De 45.012,72 até 55.976,16 De 3.751,06 até 4.664,68 22,5
Acima de 55.976,16 Acima de 4.664,68 27,5

Tabela regressiva
Nesse caso, o valor acumulado pode ser resgatado em parcelas mensais. É indicado para quem quer manter o investimento por pelo menos 10 anos, já que a cobrança de IR diminui a cada dois anos.

A tabela de cobrança fica da seguinte forma:

Prazo Alíquota
Até 2 anos 35%
De 2 a 4 anos 30%
De 4 a 6 anos 25%
De 6 a 8 anos 20%
De 8 a 10 anos 15%
Acima de 10 anos 10%

QUAIS AS TAXAS COBRADAS PELAS INSTITUIÇÕES?
Os fundos de previdência têm dois tipos de taxas principais.

Taxa de administração
O primeiro é a taxa de administração, cobrada pela instituição que administra a aplicação. Ela é cobrada anualmente e incide sobre o patrimônio total do fundo.

Taxa de carregamento
O segundo é a chamada taxa de carregamento, que visa cobrir os custos referentes a cada aporte ou depósito realizado pelo contribuinte. Geralmente, esse total não passa de 5% sobre o valor. Assim, se investidor aplicar R$ 100,00 no fundo, apenas R$ 95,00 serão depositados.

Taxa de saída
Alguns fundos, ainda, podem cobrar uma taxa de saída, que representa um percentual sobre a quantia sacada pelo investidor antes de determinado prazo — que costuma variar de dois a cinco anos.

COMO CALCULAR A PREVIDÊNCIA PRIVADA?
Os cálculos da previdência devem ser baseados nos seus propósitos e no quanto você precisa guardar por mês para acumular um valor que garanta a renda desejada por determinado tempo de aposentadoria.

Geralmente, para chegar nesse total de mensalidade, podem ser feitas simulações com projeções de taxas de juros para os próximos 10, 20 ou 30 anos (a depender do seu objetivo). Isso ajuda você, investidor, a ter uma ideia de quanto guardar para a aposentadoria e quanto tempo isso vai levar.

Por exemplo, se você quiser se aposentar aos 60 anos e começar uma aplicação aos 50, ou seja, 10 anos antes, tenha em mente que terá que contribuir com valores mensais proporcionalmente mais elevado que uma pessoa de 18 anos com a mesma intenção.

Além disso, todas as taxas e cobranças de IR listadas anteriormente devem ser consideradas. Lembre-se ainda de que se você optar por resgatar o valor aplicado antes do término do período definido em contrato, será necessário pagar taxas e impostos maiores.

Por exemplo, imagine que você tenha investido R$ 1.000 em um fundo de previdência privada com um rendimento de 10% ao ano e tributação regressiva (suponha também que todas as taxas de administração estão descontadas).

Após um ano, esse valor passa a R$ 1.100. Se você solicitar o resgate nesse momento, terá de descontar R$ 35,00 de IR (alíquota de 35%). Portanto, o resgate seria de R$ 1.065.

Se esses R$ 1.100 continuassem investidos, em mais um ano o total passaria a R$ 1.210 e a alíquota de desconto de IR a 30%. Logo, o resgate resultaria em R$ 1.147 líquidos.

Por isso, para entender o real rendimento da previdência privada, é preciso pesquisar as médias das taxas cobradas pelas instituições e fazer cálculos de desconto de impostos. Dessa forma, você consegue ter uma ideia de quanto pode acumular com essa aplicação e se o resgate antecipado realmente vale a pena para os seus objetivos.

Como você deve ter percebido, o rendimento da previdência privada pode ser o diferencial para que você comece a aplicar recursos hoje e garanta bons frutos para sua família no futuro. Ao priorizar essa alternativa, você assegura uma aposentadoria mais rentável em relação à previdência social, protege as pessoas que ama e, ainda, desenvolve um perfil de investidor!

E, então, se sente preparado para cuidar do seu futuro financeiro? Entre em contato com nossos especialistas e veja como podemos ajudar você com esse objetivo!