Depreciação do veículo: entenda agora como fazer o cálculo

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O sonho da casa e do carro próprio está presente no imaginário da maioria dos brasileiros. O fato é que a aquisição desses bens traz mais conforto e comodidade para a vida do proprietário e, por isso, essa conquista é tão almejada. No entanto, quando o assunto é o carro, uma variável importante precisa ser considerada: a depreciação de veículos.

Apesar de negligenciada por muitos, a depreciação consiste na perda de valor comercial ao longo dos anos. Isso porque o veículo tem uma vida útil que, com o passar do tempo, se aproxima do fim e faz com que o mesmo seja desvalorizado.

Assim, considerar a compra de um carro como investimento é um erro comum cometido por quem deseja se tornar proprietário desse bem. As facilidades e economias proporcionadas por ele – sejam financeiras ou até mesmo de tempo – devem ser comparadas às despesas com o veículo e ao valor da depreciação para que o orçamento se mantenha equilibrado.

Sabendo disso, listamos, neste post, os principais fatores que devem ser considerados na hora de realizar o cálculo da depreciação de veículos, além dos passos para efetuá-lo. Confira!

ENTENDA COMO CALCULAR
Para calcular a depreciação de veículos, existem alguns fatores que devem ser considerados. Dois dos principais deles são a demanda e a vida útil.
A demanda do carro influencia na depreciação porque carros com maior aceitação de mercado e facilidade de negociação depreciam menos.

Já a vida útil é uma das principais variáveis consideradas para o cálculo, isso porque para calcular a depreciação mensal do veículo, é preciso dividir seu valor inicial pela vida útil. Assim, considerando uma vida útil de cinco anos – ou seja, 60 meses –deve-se dividir o valor do carro zero quilômetros por 60 para encontrar o valor de desvalorização por mês.

Além desses dois fatores, outros aspectos também influenciam no valor da depreciação e precisam ser considerados na hora de fazer o cálculo.

Listamos alguns a seguir. Acompanhe!

Veja a tabela Fipe
A tabela Fipe é uma tabela elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) que, como é definido pela própria fundação, expressa os preços médios de veículos no mercado nacional. Assim, ela é utilizada como base para negociações e transações em que o carro precisa ser avaliado.

O site da fundação tem, em sua página principal, um vídeo explicativo sobre como esse valor de referência é calculado. Os valores consideram parâmetros nacionais e apuram a versão do veículo de acordo com os itens opcionais oferecidos, podendo se enquadrar na versão básica, intermediária ou completa.

A partir dessa tabela, o valor usado como base para a depreciação tanto para carros novos quanto para carros seminovos pode ser mais bem apurado, garantindo a exatidão do cálculo.

Considere o modelo do carro
Como dito, o modelo do carro é outro fator que afeta sua desvalorização. Isso porque modelos com maior facilidade de negociação depreciam menos comparados aos carros de montadoras luxuosas e com menor força no mercado. Conforme aponta estudo da Agência AutoInforme, modelos como o Onix e o Uno tem maior rotatividade e por isso depreciam menos.

Já marcas luxuosas como Mitsubishi ou veículos de montadoras menores, como o caso do Cherry QQ, são mais difíceis de revender e apresentam maior depreciação ao longo do anos. Portanto, o modelo do carro precisa ser considerado na hora de calcular a depreciação de veículos.

Calcule a média do valor de venda
A média do valor de venda é um cálculo que pode ajudar quando você quer determinar a depreciação. Para chegar nessa média, é preciso consultar o valor do carro novo — ou seja, zero quilômetros — em diferentes plataformas de venda.

Depois disso, pesquisar os valores cobrados em transações de carros seminovos e subtrair esse valor do preço de um carro novo. Essa conta fará com que você chegue ao valor para cálculo da depreciação: é só dividir o valor encontrado pelo número de meses do veículo para saber quanto ele desvalorizou mensalmente.

Observe o nível de conservação
O nível de conservação do veículo é uma variável muito importante para o cálculo da desvalorização. Carros que apresentem riscos na pintura, amassados na lataria, problemas elétricos, ruídos ou qualquer tipo de defeito visível são, evidentemente, alvo de maior depreciação.

Portanto, para calcular a depreciação de veículos, considere o nível de conservação e lembre-se que manter uma direção segura e cuidadosa pode garantir maiores chances de que o carro fique conservado e seja mais bem avaliado.

Prefira opcionais que valorizam o veículo
Itens como ar condicionado, direção elétrica e freios ABS são opcionais que podem oferecer maior comodidade para quem está adquirindo o carro e, por isso, acabam por valorizar o veículo.

Um carro mais fresco, com direção mais suave ou com itens que ofereçam maior segurança exige um investimento inicial mais alto, mas que depois é compensado no momento da revenda.

No geral, a depreciação de veículos é um fator esquecido por muitas pessoas que desejam comprar um carro. Por isso, saber que a aquisição do bem não se enquadra em um investimento, e sim em um gasto — já que ele vai perder valor comercial ao longo do tempo —, é muito importante para dimensionar corretamente o impacto que o veículo gera no orçamento e no equilíbrio financeiro familiar.

Sabendo disso, no momento da compra e da venda considere a vida útil do veículo, a demanda de mercado, os melhores itens opcionais e o valor médio de revenda, entre outros fatores — como as condições de conservação e os valores base da tabela Fipe — para chegar ao valor correto da desvalorização.

Uma alternativa para diminuir a depreciação é aumentar a vida útil do veículo. Isso pode ser feito com cuidados constantes como trocas de óleo frequentes, calibração dos pneus e checagem do nível de água do radiador.

E aí, gostou das nossas dicas?
Se você entendeu como o cálculo da depreciação de veículos pode impactar o seu orçamento por meio deste post, compartilhe-o com seus amigos nas redes sociais e ajude-os a fazer os cálculos corretamente!