Inteligência financeira: como desenvolvê-la e ensiná-la aos filhos?

Carreira Casa & Família DESTAQUES POSTS

Seria possível afirmar que todos os economistas do mundo têm saldo positivo em suas contas e os melhores investimentos? Claro que não, pois mesmo com todo o conhecimento sobre o assunto, para muitos deles ainda pode faltar o mais importante: inteligência financeira.

Sem a inteligência financeira, a relação entre a pessoa e o dinheiro tende a ser conturbada, repleta de altos e baixos e, muitas vezes, de dívidas e momentos de aperto. Ou seja, ela é de suma importância para as relações comerciais.

E isso é tão importante para adultos como para crianças, que desde cedo vivenciam situações e conflitos sobre pouparem ou gastarem o que possuem. E é para que elas cresçam com autodisciplina financeira e pensamento estratégico que, neste post, trazemos dicas incríveis para você. Acompanhe.

Entenda e explique o dilema sobre investimentos

Nesse caso, a ideia é ampliar o termo investimento para tudo aquilo que se deseja possuir, seja um novo brinquedo, seja o dinheiro acrescido de juros para usar depois.

Um deles trará uma satisfação imediata, mas impossibilitará que outro desejo maior seja satisfeito posteriormente. Clarear os dilemas do dinheiro e, principalmente, associar as emoções que serão vividas à sua utilização permite que a criança e o adulto planejem melhor seus gastos.

Isso é fundamental para que o indivíduo entenda que é preciso abrir mão de uma coisa para ter a outra, não recorrendo a empréstimos ou ao cheque especial para ter os dois desejos satisfeitos no futuro. Isso demonstraria um certo descontrole, considerando o pagamento de juros desnecessariamente.

Use a inteligência financeira para estabelecer metas

Criar metas é um exercício que deve ser praticado por todos, mas os pais podem inicialmente dar uma ajuda aos filhos na hora de estabelecê-las. Elas funcionam como pontos intermediários para a conquista de um grande objetivo.

Assim, se a ideia é garantir uma aposentadoria tranquila, um indivíduo pode estabelecer algumas metas, como fazer uma previdência privada, reduzir os custos mensais, vender o carro para usar o transporte público etc. No universo infantil, as metas devem obedecer ao mesmo princípio e objetivo, ou seja, precisam guiar as ações e os gastos no curto, médio e longo prazo.

Se a ideia é fazer uma viagem à Disney, por exemplo, metas de curto prazo seriam tirar boas notas na escola e levar o lanche de casa. No médio prazo, fazer pequenas atividades remuneradas nas férias e guardar a mesada na poupança. E no longo prazo, comprar passagens com antecedência e escolher passeios no parque em períodos mais econômicos.

Proponha a redução de gastos

A qualidade de vida é um item importante para as pessoas com inteligência financeira bem desenvolvida, mas isso não significa que elas utilizam seus recursos para viver abundantemente. Na verdade, a relação das finanças com a qualidade de vida está justamente em ter as contas pagas e sob controle, nunca além de seus ganhos.

Por isso, reduzir os custos desnecessários é um esforço que auxilia o controle das finanças. Convide seus filhos a analisarem seus gastos com energia elétrica, água e o cuidado que têm com seus pertences escolares, roupas etc.

Se eles gastam menos, o dinheiro que seria usado com reposição pode ser investido em outros itens de maior interesse, não é mesmo?

Envolva os filhos no planejamento financeiro familiar

Colocar as contas no papel, provocar a reflexão sobre os dilemas que o dinheiro traz para a rotina e estabelecer metas ajuda as crianças a terem uma relação mais racional com as finanças. Assim, envolver os filhos no planejamento financeiro e convidá-los a fazer planos para o futuro permite que eles compreendam que suas pequenas ações poupadoras do presente possibilitam que a família possa ter bons momentos de lazer e concretizar grandes sonhos.

Dê um bom exemplo para seus filhos

Um fato, que não pode ser deixado de lado, é que jovens e crianças costumam aprender mais com os exemplos de seus pais do que com suas palavras. Por esse motivo, não é um exagero alegar que a inteligência financeira deles está diretamente ligada à atitude que seus responsáveis têm com o dinheiro.

Portanto, é vital que os responsáveis por uma criança ou por um jovem pratiquem as atitudes que eles esperam que o adulto adote. Ou seja, pouco adianta incentivar seus filhos a economizarem para comprar algum brinquedo se você vive fazendo dívidas e adquirindo produtos a prazo.

Uma boa atitude é adquirir um pequeno cofre e, com uma determinada frequência, depositar nele algumas moedas, sempre diante dos olhos de seus filhos. Desse modo, a orientação de poupar é seguida por um exemplo prático.

Com o passar do tempo, porém, é necessário ensinar as crianças a respeito da inflação e, de acordo com seu nível de entendimento, apresentar a elas o mundo dos investimentos.

Ensine seu filho a lidar com uma conta bancária

A partir de uma certa idade, é possível abrir contas bancárias para menores de 18 anos, desde que exista um adulto responsável. Aproveitar essa oportunidade e abrir uma conta para seus filhos é um meio de prepará-los para o futuro.

Além de ensinar as crianças sobre o funcionamento normal de um banco, o que já é considerado útil, existe a oportunidade de orientá-las a respeito das taxas cobradas pela instituição financeira.

Em alguns bancos, existe até mesmo a opção de emitir um cartão de crédito. Essa pode ser uma boa ideia, dependendo da idade e da maturidade do jovem, é claro. Isso porque será necessário que ele aprenda a ter disciplina para lidar com o cartão.

Antes de tomar essa decisão, o pai precisa ter certeza de que seus filhos têm a idade certa e que são responsáveis o bastante para usar o cartão de crédito corretamente. Mesmo com esses cuidados, um monitoramento constante dos gastos é fundamental.

Permita que seus filhos arquem com a responsabilidade pelos seus próprios erros

Por incrível que apareça, os erros também podem ser considerados uma importante ferramenta de ensino para orientar seus filhos a respeito da inteligência financeira. Por esse motivo, privá-los de arcar com suas consequências é uma ideia ruim.

Digamos que seu filho deseje adquirir um novo jogo e, para atingir esse objetivo, se comprometeu a fazer tarefas remuneradas e a economizar o próprio dinheiro, desde que você se comprometa a ajudá-lo com um valor x.

Caso ele se deixe levar e gaste uma quantia que não podia, você não deve ajudá-lo com atitudes que vão além do seu compromisso. A frustração de perder a possibilidade de adquirir algo que desejava, pelo próprio descuido, é didática. Tal sentimento fará com que o jovem utilize melhor seus recursos no futuro.

Não deixe de lado a inteligência emocional

Tão importante quanto a inteligência financeira é a inteligência emocional. Isso porque, sem ela, seus filhos terão problemas em diversas áreas de sua vida. Para evitar esse tipo de situação, é vital que a criança receba o afeto e a atenção que necessita.

É verdade que muitos pais têm pouco tempo para seus filhos e, para remediar esse problema, costumam usar presentes caros como uma forma de compensação. Além de prejudicar o sentido de valor da criança, fazendo com que ela se acostume a ter coisas caras e desnecessárias, essa atitude faz com que seu filho comece a associar a afeição ao dinheiro, o que tende a causar uma série de problemas no futuro.

Portanto, por mais que o tempo que você tem para passar com seus filhos seja curto, procure aproveitá-lo ao máximo com eles em vez de usar o dinheiro para fazer compensações. Essa atitude fará as crianças e os jovens mais felizes e os ajudará a desenvolver sua inteligência emocional.

Quando o desenvolvimento da inteligência financeira é contínuo, a capacidade do seu filho de avaliar o cenário econômico e, principalmente, de planejar o futuro, se desenvolve naturalmente. Frente a essa realidade, as crianças, em um ambiente apropriado, aprendem a tomar boas decisões. Além disso, tornam-se capazes de proteger seus interesses atuais e de garantir uma vida confortável.

Cabe aos pais a proteção de seus filhos e a construção de um ambiente em que eles possam crescer e se desenvolver naturalmente, aprendendo a inteligência financeira. Para cumprir esse objetivo, leia mais um de nossos artigos e descubra 5 investimentos importantes para sua família.