Previdência para criança: como funciona

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Ele atua durante o dia em uma central de telemarketing para custear a faculdade no período noturno. Ela é recepcionista de um consultório e, por trabalhar além do horário, chega à universidade sempre cansada e atrasada. Essas são histórias comuns no Brasil, e pode ser que a sua também tenha sido assim. Mas você não quer que seus filhos passem por isso, certo? Pois bem, é por essa razão que existe previdência para criança.

Ele atua durante o dia em uma central de telemarketing para custear a faculdade no período noturno. Ela é recepcionista de um consultório e, por trabalhar além do horário, chega à universidade sempre cansada e atrasada. Essas são histórias comuns no Brasil, e pode ser que a sua também tenha sido assim. Porém, você não quer que seus filhos passem por isso, certo? Pois bem, é por essa razão que existe previdência para criança.

O futuro dos seus pequenos começa bem mais cedo do que você imagina. Além de enxoval, decoração, fraldas e brinquedos, as famílias brasileiras começam, gradualmente, a incluir previdência privada no checklist do bebê. Também pudera: o investimento precoce em nome dos filhos figura como oportunidade de ouro para proporcionar a eles, por exemplo, a chance de cursar uma faculdade de ponta no futuro.

A previdência infantil pode, por exemplo, ser o impulso decisivo para aquele intercâmbio no exterior, para a compra da casa própria antes dos 30 anos ou quem sabe até para a abertura de um negócio. Ninguém sabe qual caminho sua criança trilhará, mas tornar a trajetória dele mais segura em direção ao sucesso é possível. Vamos entender por que fazer uma previdência para criança é fundamental? Confira!

Afinal, o que é Previdência Infantil?

A previdência privada infantil funciona exatamente como a previdência complementar para adultos. Ela é aberta em nome dos filhos, mas os pais ficam como responsáveis financeiros. Ou seja, cabe ao pai ou à mãe decidir quanto aplicar, com qual periodicidade e o tipo de previdência (PBGL ou VGBL, cujas diferenças veremos abaixo).

Para quem não está muito familiarizado com o assunto, previdência privada consiste em um investimento voltado à aposentadoria, porém não ligado ao INSS. Ele é complementar à previdência pública, fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e gerido por empresas securitárias especializadas.

Assim como um fundo de investimento, o capital aportado no plano de previdência é reaplicado (com os recursos de outros investidores) em oportunidades do mercado financeiro escolhidas de acordo com o perfil do fundo (conservador, moderado ou arrojado) — tanto faz se estamos falando de previdência para criança ou para adultos.

Como as taxas, de forma geral, são baixas e a gestão é especializada, a rentabilidade da previdência privada costuma ser bem superior à da caderneta de poupança. É por isso que muitos pais têm optado por essa aplicação na hora de criar um fundo para o futuro dos filhos.

Como funciona o plano de previdência privada infantil?

Em primeiro lugar, precisamos deixar bem claro que não existe uma idade mínima para se fazer aplicações em previdência privada. No entanto, é claro que o plano precisa ser contratado pelo responsável legal do menor, podendo ser um dos pais, tutor ou curador legal.

O contratante é considerado o responsável financeiro pela aplicação até que a criança atinja a maioridade. É importante ressaltar que não há uma limitação de idade ou grau de parentesco para que uma pessoa seja o responsável financeiro.

Essa pessoa tem autoridade para movimentar as reservas da previdência, pode solicitar resgates, pedir a portabilidade dos investimentos e até mesmo alterar os dados cadastrais do menor. Além disso, o responsável pode fazer alterações na periodicidade do plano, mudar a forma de pagamento e a contribuição mensal. Por último, é o responsável financeiro quem deve declarar o pagamento das contribuições na hora de declarar o imposto de renda.

Por que previdência privada para criança?

Em um momento em que o país discute a viabilidade de manter o chamado “Estado de Bem-Estar Social”, organização política que coloca o Estado como agente de promoção social (promovendo subsídios na concessão de aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais), muita gente finalmente percebeu que é preciso construir um futuro sem depender do INSS.

A PEC n.º 6/2019, se aprovada, será a quarta alteração na legislação previdenciária em 21 anos. Antes, tivemos a PEC n.º 20/98, a PEC n.º 40/2003 e a Lei n.º 12.618/2012 (que criou a previdência complementar ao servidor público).

Já parou para observar que a previdência social pode não alcançar a geração de seus pequenos? Como eles se sustentarão? Nesse sentido, você é capaz de fazer a diferença na trajetória deles, investindo desde cedo.

É essa consciência que explica o crescimento da procura pelo tema no Brasil. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), apenas nos primeiros seis meses de 2017 os planos individuais para menores receberam aportes totais de R$ 921,45 milhões. É fácil entender esse frenesi em torno da previdência para criança.

Imagine uma família com uma criança de seis anos. Se os pais investirem em um plano de previdência infantil com rentabilidade de 8% ao ano (aplicando inicialmente R$ 30 mil e fazendo aportes mensais de R$ 1 mil, até que o pequeno complete 18 anos), esse filho chegará à maioridade com cerca de R$ 285 mil (considerando taxa de administração de 1,5% a.a.).

Nada mal, certo? Pois bem! Você pode conferir esses números e fazer outras simulações através da calculadora.

Quais as vantagens de fazer uma previdência privada infantil?

A primeira vantagem da previdência para criança você já viu acima (rentabilidade interessante e, em geral, muito acima da caderneta de poupança). Entretanto, há outros benefícios:

Liberdade

O investidor é livre para decidir a periodicidade dos aportes (uma vez ao mês ou ao ano, por exemplo). O valor dos aportes e eventuais resgates também fica a critério do investidor.

Uma vez que o seu filho alcançar a maioridade, cabe a ele decidir receber uma renda temporária (no ato de sua aposentadoria) ou até mesmo fazer o resgate total do valor aplicado.

Gestão especializada

Um dos grandes problemas do mercado financeiro é sua complexidade. São poucas as pessoas que têm conhecimento o suficiente sobre economia para fazer investimentos com combinações estratégicas. A maioria desconhece o mercado e tampouco entende sobre os efeitos das variáveis macroeconômicas (juros, câmbio e inflação).

Fazer investimentos sem ter uma boa noção sobre economia pode resultar em perda de dinheiro. A grande vantagem da previdência privada é que você tem uma equipe completa de especialistas em gestão de ao seu dispor para auxiliá-lo. 

Contar com gestores com expertise no mercado, dedicados full-time à elaboração de estratégias que maximizem seu retorno, faz toda a diferença nos resultados finais.

Benefícios fiscais

Na modalidade VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), durante todo o período de acumulação, o capital investido é isento de tributos. A cobrança dos impostos será feita apenas na hora do resgate, entretanto, ela incide apenas sobre o rendimento e não sobre o montante acumulado.

A outra modalidade de previdência privada, o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), tributa sobre o todo. A vantagem desse tipo de previdência é que você pode deduzir seu investimento anual em até 12% com base no cálculo do IR.

Simplicidade na divisão da herança

Como o investimento fica no nome da criança, trata-se da forma mais fácil e segura de transferir herança aos filhos, já que os valores não entram no inventário.

Não depender da previdência pública

Nós já falamos sobre a reforma na previdência e como essa decisão pode impactar negativamente o futuro dos nossos filhos. Ao fazer um plano de previdência privada, você não vai precisar se preocupar com as decisões do governo. O seu filho terá um futuro seguro garantido.

Redução de tributação no resgate

O investidor é capaz de optar por ser tributado pela tabela regressiva, cuja alíquota pode chegar a apenas 10% (investimentos acima de 10 anos). Essa porcentagem é bem menor se comparado com o que é praticado nos demais fundos de renda fixa ou variável, que podem chegar a 15%.

Outra vantagem é que os planos de previdência privada são menos burocráticos. Após os 60 dias de carência mínima, o responsável financeiro já pode realizar resgates.

Educação financeira para as crianças

Como nós já dissemos neste texto, são poucas as pessoas que entendem sobre o mercado financeiro. Isso acontece porque as escolas e as famílias não costumam passar esse tipo de conhecimento às crianças e, por isso, elas crescem e se tornam adultos sem inteligência financeira.

Além de garantir um futuro confortável para o seu filho, criar uma previdência privada infantil também é uma ótima forma de ensinar às crianças sobre finanças e a importância de poupar. Dessa forma, você garante que o seu filho utilizará o dinheiro da previdência com sabedoria quando ele atingir a maioridade.

Como escolher o melhor plano?

A previdência privada consiste em um investimento voltado ao longo prazo. Para esse horizonte extenso, o que oferece mais rentabilidade ao investidor é uma carteira diversificada, com ações e moedas. Acontece que 92% dos recursos investidos em previdência privada no Brasil estão em renda fixa. Esse é o primeiro ponto a avaliar.

Além da natureza do fundo, você deve optar pelos dois tipos de previdência, PGBL ou VGBL. A diferença fundamental entre os dois modelos é que o PGBL costuma ser indicado aos investidores de renda elevada, dado que o valor direcionado ao plano pode ser abatido na declaração de IR (até 12% de sua renda bruta anual).

A desvantagem do PGBL é que, no momento do resgate, o tributo incide sobre o total aplicado. No entanto, você pode se valer desse benefício mesmo tendo uma previdência para criança. O VGBL não permite abatimento no imposto de renda. Por outro lado, no momento do resgate a tributação incide apenas sobre os rendimentos.

Além do tipo de previdência, você deve selecionar ainda a tabela de tributação (progressiva ou regressiva). A progressiva é a tabela tradicional dos salários (0 a 27,5%) e suas alíquotas são crescentes de acordo com o valor envolvido.

Já a regressiva, por sua vez, foi criada exclusivamente para os fundos de previdência infantil e adulto e incidem em escala regressiva (de 35% a 10%), sempre considerando o tempo de aplicação (acima de 10 anos = 10%).

Quanto às taxas, a mais comum é a de administração, que gira em torno de 1% a 2% (1,5% é o ideal). Algumas corretoras, seguradoras e bancos podem cobrar a taxa de carregamento (sobre cada aporte). Portanto, dê preferência a quem o isenta desse tipo de taxa.

Ele atua durante o dia em uma central de telemarketing para custear a faculdade no período noturno. Ela é recepcionista de um consultório e, por trabalhar além do horário, chega à universidade sempre cansada e atrasada. Essas são histórias comuns no Brasil, e pode ser que a sua também tenha sido assim. Mas você não quer que seus filhos passem por isso, certo? Pois bem, é por essa razão que existe previdência para criança.

O futuro dos seus pequenos começa bem mais cedo do que você imagina. Além de enxoval, decoração, fraldas e brinquedos, as famílias brasileiras começam, gradualmente, a incluir previdência privada no checklist do bebê. Também pudera: o investimento precoce em nome dos filhos figura como oportunidade de ouro para proporcionar a eles, por exemplo, a chance de cursar uma faculdade de ponta no futuro.

A previdência infantil pode, por exemplo, ser o impulso decisivo para aquele intercâmbio no exterior, para a compra da casa própria antes dos 30 anos ou quem sabe até para a abertura de um negócio. Ninguém sabe qual caminho sua criança  trilhará, mas tornar a trajetória dele mais segura em direção ao sucesso é possível. Vamos entender por que fazer uma previdência para criança é fundamental? Confira!

Afinal, o que é Previdência Infantil?

A previdência privada infantil funciona exatamente como a previdência complementar para adultos. Ela é aberta em nome dos filhos, mas os pais ficam como responsáveis financeiros. Ou seja, cabe ao pai ou à mãe decidir quanto aplicar, com qual periodicidade e o tipo de previdência (PBGL ou VGBL, cujas diferenças veremos abaixo).

Para quem não está muito familiarizado com o assunto, previdência privada consiste em um investimento voltado à aposentadoria, porém não ligado ao INSS. Ele é complementar à previdência pública, fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e gerido por empresas securitárias especializadas.

Assim como um fundo de investimento, o capital aportado no plano de previdência é reaplicado (com os recursos de outros investidores) em oportunidades do mercado financeiro escolhidas de acordo com o perfil do fundo (conservador, moderado ou arrojado). E tanto faz se estamos falando de previdência para criança ou para adultos.

Como as taxas de forma geral são baixas e a gestão é especializada, a rentabilidade da previdência privada costuma ser bem superior à da caderneta de poupança. É por isso que muitos pais têm optado por essa aplicação na hora de criar um fundo para o futuro dos filhos.

Por que previdência privada para criança?

Em um momento em que o país discute a viabilidade de manter o chamado “Estado de Bem-Estar Social”, organização política que coloca o Estado como agente de promoção social (promovendo subsídios na concessão de aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais), muita gente finalmente percebeu que é preciso construir um futuro sem depender do INSS.

A PEC n.º 6/2019, se aprovada, será a quarta alteração na legislação previdenciária em 21 anos. Antes, tivemos a PEC n.º 20/98, a PEC n.º 40/2003 e a Lei n.º 12.618/2012 (que criou a previdência complementar ao servidor público).

Já parou para observar que a previdência social pode não alcançar a geração de seus pequenos? Como eles se sustentarão? Nesse sentido, você é capaz de fazer a diferença na trajetória deles, investindo desde cedo.

É essa consciência que explica o crescimento da procura pelo tema no Brasil. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), apenas nos primeiros seis meses de 2017 os planos individuais para menores receberam aportes totais de R$ 921,45 milhões. É fácil entender esse frenesi em torno da previdência para criança.

Imagine uma família com uma criança de seis anos. Se os pais investirem em um plano de previdência infantil com rentabilidade de 8% ao ano (aplicando inicialmente R$ 30 mil e fazendo aportes mensais de R$ 1 mil, até que o pequeno complete 18 anos), esse filho chegará à maioridade com cerca de R$ 285 mil (considerando taxa de administração de 1,5% a.a.).

Nada mal, certo? Pois bem, você pode conferir esses números e fazer outras simulações através da calculadora.

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Quais as vantagens de fazer uma previdência privada infantil?

A primeira vantagem da previdência para criança você já viu acima (rentabilidade interessante e, em geral, muito acima da caderneta de poupança). Entretanto, há outros benefícios:

  • liberdade: o investidor é livre para decidir a periodicidade dos aportes (uma vez ao mês ou ao ano, por exemplo). O valor dos aportes e eventuais resgates também fica a critério do investidor;
  • gestão especializada: contar com gestores com expertise no mercado, dedicados full-time à elaboração de estratégias que maximizem seu retorno, faz toda a diferença nos resultados finais;
  • benefícios fiscais: o plano PGBL permite dedução dos valores investidos na declaração de ajuste anual de imposto de renda, em um limite de até 12% da renda bruta tributável;
  • simplicidade na divisão da herança: como o investimento fica no nome da criança, trata-se da forma mais fácil de transferir herança aos filhos, já que os valores não entram no inventário;
  • redução de tributação no resgate: o investidor é capaz de optar por ser tributado pela tabela regressiva, cuja alíquota pode chegar a apenas 10% (investimentos acima de 10 anos).

Como escolher o melhor plano?

A previdência privada consiste em um investimento voltado ao longo prazo. Para esse horizonte extenso, o que oferece mais rentabilidade ao investidor é uma carteira diversificada, com ações e moedas. Acontece que 92% dos recursos investidos em previdência privada no Brasil estão em renda fixa. Esse é o primeiro ponto a avaliar.

Além da natureza do fundo, você deve optar pelos dois tipos de previdência, PGBL ou VGBL. A diferença fundamental entre os dois modelos é que o PGBL costuma ser indicado aos investidores de renda elevada, dado que o valor direcionado ao plano pode ser abatido na declaração de IR (até 12% de sua renda brutal anual).

A desvantagem do PGBL é que, no momento do resgate, o tributo incide sobre o total aplicado. No entanto, você pode se valer desse benefício mesmo tendo uma previdência para criança. O VGBL não permite abatimento no imposto de renda. Por outro lado, no momento do resgate a tributação incide apenas sobre os rendimentos.

Além do tipo de previdência, você deve selecionar ainda a tabela de tributação (progressiva ou regressiva). A progressiva é a tabela tradicional dos salários (0 a 27,5%) e suas alíquotas são crescentes de acordo com o valor envolvido.

Já a regressiva, por sua vez, foi criada exclusivamente para os fundos de previdência infantil/adulto e incidem em escala regressiva (de 35% a 10%), sempre considerando o tempo de aplicação (acima de 10 anos = 10%).

Quanto às taxas, a mais comum é a de administração, que gira em torno de 1% a 2% (1,5% é o ideal). Algumas corretoras/seguradoras/bancos podem cobrar a taxa de carregamento (sobre cada aporte). Portanto, dê preferência a quem o isenta desse tipo de taxa.

Com todas essas variações em mente, você já está pronto para escolher a melhor previdência infantil para seus filhos! Siga nossas dicas e as adapte à sua realidade para garantir um futuro tranquilo aos herdeiros!

Se você está pensando em juntar suas economias para investir em previdência para criança, continue conosco e conheça seis dicas para começar hoje mesmo sua reserva financeira! Até a próxima!