Previdência Privada: o que é, como funciona e por quê investir

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Pensar no futuro é fundamental para garantir uma aposentadoria tranquila, com recursos financeiros suficientes para manter o seu padrão de vida sem grandes preocupações. Para isso, é preciso investir em ações que ofereçam suporte e segurança, como é caso da previdência privada.

Não é segredo para ninguém que a Previdência Social está em crise, devido à inversão da pirâmide de trabalhadores ativos. Ou seja, estamos passando de um país no qual haviam mais pessoas empregadas do que aposentadas para o inverso. Então, para se resguardar, é imprescindível contar com um plano de previdência complementar privada.

Para ajudá-lo a entender melhor essa questão, desenvolvemos este conteúdo como um guia explicativo do que é, de como funciona, da importância e de como fazer uma previdência privada. Leia até o fim e cuide do seu futuro!

1. O que é previdência privada?

O plano de previdência privada é um produto financeiro destinado a poupar dinheiro no longo prazo, com o intuito de complementar a Previdência Social. Ou seja, esse tipo de aplicação serve para você acumular recursos que servirão como uma renda extra durante a sua aposentadoria. Assim, você não terá que viver apenas com o que o INSS paga aos seus segurados.

Esse tipo de cobertura é por sobrevivência. Em geral, ela é composta pelo regime financeiro de capitalização. Nele, o investidor contribui regularmente e essa verba é investida em um fundo de previdência para proporcionar rendimentos ao titular.

Os fundos de previdência investem em papéis variados (renda fixa, ações, entre outros) sob a administração de especialistas. O perfil de risco de cada fundo é determinado previamente, de modo que o investidor possa escolher o mais adequado à sua tolerância de possíveis perdas.

Ao longo do que chamamos de período de acumulação, o titular constituirá um patrimônio e lucrando com o rendimento. Isso ajuda a construir o seu conjunto de ativos com maior rapidez. Quando chegar a hora de usar esse dinheiro, será possível ter uma renda mensal, chamado de benefício no mercado de previdência.

Então, essa renda que o investidor usufruirá quando se aposentar foi gerada com os recursos financeiros que ele foi capaz de guardar durante vários anos. Inclusive, ele pode optar pelo resgate total ou parcial, recebendo sua rentabilidade em pagamentos mensais.

A diferença entre Previdência Social e Previdência Privada

A Previdência Social é um benefício que o Governo oferece aos cidadãos brasileiros. Para ter direito ao pagamento da aposentadoria pública, é preciso estar enquadrado em algumas regras que, aliás, estão em processo de mudança com a Reforma da Previdência.

Contudo, o principal ponto do INSS é que as pessoas que estão ativas no mercado de trabalho são responsáveis por pagar o benefício de quem já se aposentou. Isto é, a contribuição que é descontada do seu holerite ou que você recolhe como profissional autônomo não está sendo acumulada para quando chegar o seu momento de parar de trabalhar.

Na verdade, esse dinheiro está sendo usado para arcar com os custos previdenciários de quem já está aposentado. Quando chegar a sua vez, serão os adultos ativos que pagarão pelo seu benefício.

Essa é a grande preocupação de grande parte das nações, porque a população está envelhecendo. Com menos pessoas entrando para o mercado de trabalho e mais gente se aposentando, é preciso rever as regras para não inviabilizar o sistema previdenciário público.

Já a previdência privada, como falamos, é o real acúmulo do seu dinheiro para você usar no longo prazo. Por isso, esse tipo de previdência oferece muito mais segurança para que você tenha um futuro tranquilo. Isso sem contar as vantagens tributárias para quem mantém a aplicação financeira por mais de dez anos.

2. Quais os tipos de previdência privada?

O mercado oferece diferentes tipos de previdência privada, para que você possa contratar o que mais se encaixa ao seu objetivo e perfil. Vejamos quais são eles.

Plano fechado ou fundo de pensão

O fundo de pensão não tem fins lucrativos. Logo, ele costuma ser mais barato do que um plano de previdência aberta e outros fundos de investimentos disponíveis. Geralmente, é cobrada somente uma taxa de administração de baixo valor. Você também pode encontrar fundos de pensão isentos dessa cobrança.

Esse tipo de plano leva o nome de fechado por ser acessível somente a profissionais que têm vínculo empregatício com alguma empresa, ou trabalhadores que fazem parte de determinada categoria ou setor. Trata-se de um benefício que os empregadores oferecem para o seu quadro de colaboradores, como um plano de saúde, vale-refeição, seguro de vida e vale-transporte.

O fundo de pensão faz parte da realidade de pessoas jurídicas ligadas à administração pública e privada. Os trabalhadores contribuem para o plano normalmente e a instituição, no papel de patrocinadora, realiza aplicações proporcionais ao investimento do empregado.

O valor do aporte da empresa varia. Existem companhias que optam por investir 15%, outras, 50% e há aquelas que depositam o mesmo valor descontado do holerite do funcionário todos os meses. Ou seja, para cada real que seu colaborador investe, a contribuição do empregador é de mais um real. Então, o profissional tem o valor da sua contribuição dobrado.

Os fundos de pensão são aplicações muito vantajosas para quem quer poupar dinheiro para o longo prazo, justamente porque contam com esse patrocínio e com baixo custo.

Para quem não tem um contrato de trabalho regido pela CLT e, portanto, não tem a oportunidade de fazer parte de um plano de previdência fechada, há uma opção: contribuir com um plano fechado da sua categoria. Basta procurar a entidade profissional da sua área de atuação e perguntar se ela oferece um fundo de pensão para seus associados.

O que acontece quando o profissional se desligar da empresa patrocinadora?

Grande parte dos fundos de pensão autorizam o titular a permanecer com o plano, mesmo que ele arrume um novo empregador. Entretanto, para isso, ele terá que assumir as contribuições feitas pela antiga empresa. Ou seja, é preciso se autopatrocinar. Se o desempenho do fundo for satisfatório, esse é um investimento recomendado.

Como alternativa, o profissional pode preferir solicitar a portabilidade da quantia acumulada para outro fundo de pensão ou para o plano de previdência aberta de sua escolha.

Seguradoras e coberturas de risco

Um plano de previdência fechada não tem transferência de risco para uma seguradora para casos de morte. Já os planos abertos, sim. Quem se configura como entidade fechada de previdência complementar, ocasionalmente, oferece cobertura de risco como pensões.

Toda cobertura de risco da previdência privada está sujeita à capitalização, funcionando como um seguro. É o caso de indenizações pagas uma só vez, chamadas de pecúlios (por morte ou invalidez) ou da pensão, que é um pagamento mensal vitalício ou por tempo determinado. Tudo depende do que consta na apólice.

O fato que é toda cobertura de risco tem uma seguradora por trás. Uma fatia de cada contribuição do titular vai para custear esse seguro. É importante ressaltar que esse valor pago à seguradora não pode ser resgatado ou transferido via portabilidade.

Planos abertos

O plano de previdência aberta é oferecido pelos agentes financeiros autorizados à qualquer pessoa que esteja interessada em poupar para o futuro. Um plano aberto é mantido por uma seguradora. A distribuição fica a cargo dos bancos, das corretoras e distribuidoras de valores mobiliários.

Os planos de previdência privada aberta mais conhecidos são o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Os dois sofrem regulação da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), que classifica o PGBL como previdência complementar e o VGBL como seguro de pessoas.

Na verdade, as duas formas de previdência aberta são bem parecidas. A diferença central é a cobrança do Imposto de Renda. No PGBL, o investidor abate os seus aportes mensais da declaração de IR. O teto para abatimento é de 12% da renda bruta tributável do ano-exercício. Enquanto isso, no VGBL, não é possível fazer essa dedução.

As instituições financeiras que comercializam esses produtos são privadas e buscam lucrar em suas operações. Por isso, os planos abertos têm custo para o titular usufruir da gestão profissional na aplicação. O pagamento é feito por meio da taxa administrativa calculada sobre o valor investido.

Ainda existe a possibilidade de cobrança da taxa de carregamento em cima das contribuições, resgates ou portabilidade.

3. Como a previdência privada funciona?

Os planos de previdência que uma seguradora oferece aos seus clientes fazem o cálculo da quantia necessária a ser poupada mensalmente para o acúmulo da renda suficiente para o seu objetivo ao se aposentar.

Essa conta da contribuição mensal é feita por meio de simulações estatísticas que utilizam dados como a expectativa de vida no Brasil, as tábuas atuariais e a previsão da taxa de juros para o longo prazo. Dessa maneira, o titular do plano tem uma noção do valor que precisa economizar para sua aposentadoria e o prazo que levará para atingir sua meta.

Caso o investidor seja correntista do banco onde contratou a previdência privada, a mensalidade será debitada diretamente da sua conta. Isso funciona bastante para quem não é disciplinado financeiramente.

Geralmente, os bancos comercializam a previdência privada vinculada somente a sua própria seguradora. Porém, você também pode optar por um plano de corretoras de seguro independentes. Nessa situação, a corretora manda a cobrança do aporte mensal por boleto ou configura um débito automático na conta bancária do cliente.

Atualmente, os players do mercado de previdência privada trabalham com a taxa de carregamento em cima do montante de cada uma das contribuições. Por exemplo, a depender da instituição, se o titular do plano aplicar R$ 1.000 por mês em sua previdência complementar, se não considerarmos a rentabilidade dos fundos, será capaz de poupar entre R$ 12 mil (com taxa de juros zerada) e R$ 11.400 (com taxa de 5%, que é a média aplicada no mercado).

A taxa de administração, que é cobrada sobre o valor acumulado, oscila entre 0,5% e 4% ao ano no Brasil. Já a taxa de saída é de 0,38% da quantia poupada, mas nem todas as instituições financeiras fazem essa cobrança.

4. Por que você precisa considerar ter uma previdência privada?

Aqui, vamos apresentar os reais benefícios de ter um plano de previdência privada. Assim, você será capaz de entender por que é melhor investir nesse tipo de aplicação para o seu futuro em vez de buscar outros ativos financeiros no mercado ou colocar o seu dinheiro na poupança. Veja!

Renda extra

Uma grande vantagem oferecida pela previdência privada é a chance de complementar a renda da família. Ainda que você seja contribuinte do INSS, a quantia que receberá como benefício provavelmente não será o bastante para sustentar seus gastos familiares.

Portanto, é importante examinar as despesas correntes que você arca hoje. Depois, verifique se a quantia proposta para a sua aposentadoria cobrirá esse valor. Não se esqueça que muitas vezes a correção do benefício previdenciário não acompanha o patamar da inflação. Logo, sua aposentadoria terá um poder de compra menor mais para frente.

Segurança

Todos os planos de previdência privada são aplicados em fundos. É justamente desse investimento que a rentabilidade dos aportes é obtida. Mas, o que difere investir em um fundo ou em um plano de previdência privada é o risco envolvido na operação.

A Superintendência de Seguros Privados, órgão que controla e fiscaliza o mercado de previdência privada, tem como responsabilidade assegurar a proteção dos investimentos feitos nesse produto.

Então, caso qualquer seguradora ou instituição financeira responsável pelo plano entre em falência, outra empresa pode apropriar-se da responsabilidade da operação. Assim, a previdência confere menos riscos para quem deseja realizar uma aplicação de longo prazo.

Rentabilidade

Caso façamos uma comparação com a poupança, a previdência privada ganha no quesito rentabilidade. Esse tipo de plano gera lucros conforme os fundos escolhidos para investimento pelos gestores. Porém, é muito difícil a poupança conseguir superar os ganhos da previdência privada, seja quais forem os ativos onde os aportes mensais foram aplicados.

Cada fundo previdenciário é recomendado de acordo com a tolerância ao risco dos investidores. Quem é mais conservador, deve optar por planos de previdência que aplicam em ativos de renda fixa. Para os mais arrojados, dá para investir até 70% em fundos de renda variável. Eles estão mais expostos ao risco, porém têm a chance de gerar mais lucro.

Outro ponto que precisa ser considerado é que o “come-cotas” do IR não incide sobre o capital ganho na previdência privada. Diferentemente dos fundos de renda fixa, a previdência privada opera com alíquota de IR entre 15% a 22,5%. A porcentagem vai depender do tempo que os recursos financeiros ficam investidos.

Liberdade de investimento e resgate

A liberdade para resgatar um investimento em previdência privada é muito parecida com a da poupança. Isso significa que você pode iniciar a sua aplicação a qualquer momento. Na realidade, o quanto antes, melhor, pois a quantia resgatada quando o contrato chegar ao fim será proporcional ao que você investiu.

Quem acha que só dá para fazer o resgate da previdência privada no término do prazo, está enganado. Você pode reaver seu dinheiro a qualquer hora. Só indicamos que você considere as características do plano que contratou, analisando se não existe a cobrança de algum tipo de multa para resgatar seus recursos antes do período acertado.

Não participação em inventário

Uma vantagem importante da previdência privada se dá em caso de morte do titular. Nessa situação, seus familiares receberão o dinheiro do plano de previdência sem ter que enfrentar um processo lento e burocrático de inventário e partilha de bens. Inclusive, o Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis (ITCM) não incide sobre os planos previdenciários.

5. Como fazer uma previdência privada?

Depois de ler todo esse conteúdo, você deve estar se perguntando qual a melhor previdência privada. Isso dependerá das suas necessidades e perfil especificamente. Contudo, existem alguns cuidados que não podem deixar de ser tomados na contratação de um plano previdenciário. Confira!

Analisar os requisitos necessários

É muito fácil investir em previdência privada. Isso porque, conforme já citamos, não existe uma idade mínima e nem é preciso comprovar renda. Ou seja, qualquer pessoa pode aplicar nesse ativo. Até mesmo um bebê pode ter um plano desses contratado pelos seus pais. Aliás, nada melhor para garantir a tranquilidade financeira do seu filho do que optar pela previdência privada infantil.

Escolher uma instituição credenciada

Existe o risco da seguradora de planos previdenciários privados entrar em falência. É algo bem raro, mas não é impossível. Como o Fundo Garantidor de Crédito não cobre previdência, aconselhamos que você pesquise no site da SUSEP quais são as instituições credenciadas a operar nesse mercado.

Fazer uma simulação

Para você adquirir a previdência privada que esteja mais de acordo com as suas necessidades e o seu perfil de investidor, faça simulações das opções disponíveis. Para isso, é preciso saber o período que você quer deixar seu dinheiro aplicado e a cobrança de IR mais vantajosa na sua situação tributária.

Observar as taxas

Já informamos você sobre as taxas mais comuns cobradas em planos de previdência privada. Elas impactam diretamente na rentabilidade do seu investimento e variam de uma entidade para a outra. Por isso, merecem toda a sua atenção. Vamos revisar quais são elas.

Taxa de carregamento

O mais indicado é procurar um investimento em previdência privada que não tenha cobrança da taxa de carregamento. Afinal, essa taxa come uma fatia do que você está poupando. Isso pode acontecer na entrada ou na saída.

Taxa de administração

A porcentagem de cobrança da taxa administrativa oscila bastante entre um plano de previdência e outro. Inclusive, o mesmo banco pode cobrar taxas distintas. Fique atento e busque a taxa mais próxima a zero.

É claro que a instituição que está cuidando do seu dinheiro precisa ganhar com isso. Porém, não é só com a taxa de administração que o banco lucra. Na verdade, ela lucra com os seus recursos financeiros ao colocá-los para render em ativos de renda fixa ou variável. Parte dessa rentabilidade vai para o banco. Ou seja, ganha você e ganha ele.

Então, para que pagar uma porcentagem alta para a instituição financeira está trabalhando (e lucrando) com o seu dinheiro? Não faz sentido algum. Procure uma taxa de administração justa, preferencialmente abaixo de 1%.

Tributação

Quando chegar o momento de iniciar o resgate do seu capital acumulado todos os meses, você terá que arcar com uma alíquota de 27,5% de IR. Isso incide somente sobre a rentabilidade da previdência privada no caso do VGBL. Já para planos do tipo PGBL, o IR é em cima tudo.

A regra tributária é um pouco complexa, mas vamos explicar para você de um jeito simples. Essencialmente, há duas formas de tributar um plano de previdência privada.

Tabela Progressiva

O valor pago em impostos aumenta de acordo com a sua retirada previdenciária. A tabela começa zerada e alcança 27,5% de teto máximo. Então, se você quer poupar uma grande quantia para o seu futuro e da sua família, sua previdência privada pode sair cara.

Já quem está economizando para ficar enquadrado na faixa de isenção do IR, pagará 15% de IR saída de qualquer maneira. Feito isso, o contribuinte deverá comprovar junto à Receita Federal que merece ser reembolsado.

Tabela Regressiva

Os pagamentos para a RF diminuem com o passar do tempo. Inicialmente, a alíquota é de 35% para menos de dois anos. Terminando em 10% para investidores que aplicam seus recursos por mais de uma década.

Analisar os rendimentos

Estude qual é o rendimento líquido do seu plano previdenciário, pois esse é o valor real que você usufruirá no resgate da aplicação.

Com essa leitura, você ficou muito mais bem informado acerca do que é previdência privada e de como ela é uma ótima alternativa para proteger você e sua família no futuro. Por essa razão, cada vez mais pessoas têm optado por esse tipo de investimento para garantir a segurança financeira familiar.

Se você ainda ficou com alguma dúvida a respeito de qualquer aspecto relacionado a previdência privada, a Classic Seguros vai ajudá-lo. Afinal, são quase 30 anos de experiência em consultoria, assessoria e comercialização de planos previdenciários.

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