Reforma da Previdência e o futuro dos jovens

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Para os mais jovens, a aposentadoria e a previdência podem parecer uma realidade distante. No entanto, a juventude é um dos segmentos sociais mais suscetíveis às novas diretrizes propostas pela Reforma da Previdência.

A Reforma da Previdência pode comprometer o futuro dos trabalhadores. Mas como ela afetaria o futuro dos jovens, caso fosse aprovada? Nós te explicamos!

Como funciona hoje?

Para obter a aposentadoria, o trabalhador precisa se enquadrar no sistema de pontos atualizado no ano de 2015. Funciona assim: ele determina que os homens tenham 35 anos de contribuição com o INSS + 60 anos de idade, gerando um total de 95 pontos.

As mulheres precisam acumular 85 pontos, sendo 55 da idade e outros 30 de contribuição. Também é possível a aposentadoria por idade. Os homens podem solicitá-la a partir dos 65, e as mulheres se tornam aptas aos 60 anos. A exigência é que tenham contribuído por pelo menos 180 meses.

Como fica após a Reforma da Previdência?

Nas novas resoluções que foram aprovadas pelo Senado em outubro de 2019, a idade mínima para se aposentar é de 65 anos homens e 62 para mulheres. O tempo mínimo de contribuição se mantém nos 15 anos, para ambos.

É importante ressaltar que aposentadoria apenas por tempo de contribuição não existe mais. Para solicitar o benefício ao governo é preciso que se tenha a idade indicada.

Ainda com essa exigência, o benefício será de 60% da média de todos os salários. Para que o valor seja de 100%, é preciso ter 30 anos de contribuição, para mulheres e 40 anos para homens, além da idade obrigatória.

Os trabalhadores rurais não ficam de fora da Reforma. Pelas diretrizes que entraram em vigor, o tempo mínimo de contribuição deverá ser de 15 anos, e a idade mínima para solicitar a aposentadoria é de 55 anos para mulheres e 60 para homens.

Como a Reforma afeta os jovens?

Quem está hoje na flor da idade precisa ter em mente que a Reforma da Previdência exige, no mínimo, 15 anos de contribuição para que seja possível se aposentar com 62 ou 65 anos. No entanto, a forte recessão financeira que se abateu sobre o país diminui a oferta de empregos, dificultando a inserção no mercado de trabalho e, portanto, o início do recolhimento.

Se hoje o brasileiro costuma se aposentar aos 58 anos, contando com o benefício integral, as novas regras definem um aumento significativo na idade mínima. Isso significa mais tempo em atividade para aqueles que estão iniciando sua carreira profissional.

Os jovens perdem o direito de se aposentar por tempo de contribuição, e o benefício integral só pode ser conseguido caso seja comprovado o pagamento do INSS por, no mínimo, 30 anos para mulheres e 40 para homens. Ou seja, as chances de que os jovens trabalhadores cheguem à aposentadoria recebendo valores irrisórios é grande.

No caso da pensão por morte, que até agora é recebida integralmente, a captação do beneficiário passa para os 60%. O jovem ainda perde, segundo a proposta do governo Temer, a vantagem de acumular benefícios. Como assim? Se é possível receber a aposentadoria e pensão por morte, a Reforma proíbe a junção dos dois benefícios, e o jovem passará a receber apenas um deles.

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Em visão panorâmica

Observadas as determinações da Reforma, o que se conclui é que os jovens terão de trabalhar por muito mais anos do que se estivessem ainda inseridos no modelo anterior de aposentadoria, o sistema de pontos.

Para não passar aperto quando chegar a hora de interromper as atividades profissionais, o jovem trabalhador não deve depositar suas esperanças na Previdência Social. Para contornar as desvantagens do novo Plano de Previdência, o ideal é aprender, desde já, a fazer um planejamento financeiro.

Diante das reduções propostas pela PEC 287, a previdência privada torna-se uma opção mais do que interessante, passando a ser necessária caso o jovem planeje viver sua aposentadoria com tranquilidade — visto que o tempo mínimo em atividade para recolher seu benefício integral passa a ser de 30 e 40 anos com a Reforma da Previdência.

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